Categoria: Textos

Que a sociedade te pressiona para levar uma vida clichê, não é segredo para ninguém. É assim que eu vejo. As perguntas que as pessoas fazem, são sim como uma pressão. Se você namora, perguntam sobre casamento. Se você casa, perguntam sobre filhos. E assim vai…E você teria que viver do jeito que todo mundo pensa que é o ideal. E se eu não quiser ter filhos?

Quando alguém me pergunta se estou namorando, e a resposta é negativa já vem o papo: você precisa sair pra tal lugar, vou te apresentar fulano. Calma aí, migas. Não vou pra lugar nenhum e nem quero conhecer ninguém. Se pra você parece um bicho de sete cabeças estar solteira, no frio em um domingo, pra mim parece um sonho.

Claro que talvez um dia quem sabe eu me apaixone e queira estar com alguém. Mas aí é outra ordem. A minha ordem, das minhas coisas, de como eu quero levar a vida. Querer estar com certo alguém, não querer estar com (qualquer) alguém, entende?  

É engraçado, como as pessoas acham uma pena elas mesmas, ou alguém estar solteiro. Meu bem, eu tenho muito o que viver ainda antes de me prender a alguém (e não tô falando de pegação). Se eu estiver com 25 anos, solteira e feliz não quer dizer que eu vou ficar pra titia em uma casa cheia de gatos (clichê). Quer dizer que eu tô muito nova ainda pra ficar me preocupando com o que você acha que eu deveria estar fazendo com a minha vida. 

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Não que eu veja o fato de ‘estar com alguém’ como uma prisão. Mas acho que em certas coisas, isso corta minhas asas. 

Eu juro que não sou nenhuma psicopata, muito menos infeliz. Eu estou ocupada com um milhão de outras coisas, pra ficar me preocupando se um dia eu vou encontrar o amor da minha vida. Ele que me procure porque eu, no momento estou ocupada. É que vem uma lista enorme cheia de ‘eu’ como prioridade, pra eu sequer querer ou pensar em sair “a caça” por aí.

Se eu quero ir para balada só dançar com as amigas, também não quer dizer que eu tô desesperada. Muito menos piriguetando e indo beijar um desconhecido. Tem tantas formas de se divertir, pra que é que eu preciso de alguém controlando isso?

Daqui dois anos, ou um mês eu posso ter dado uma chance pro carinha que mora logo ali, ou me apaixonar por alguém que entre na minha vida sem pedir licença. Mas por enquanto, estou querendo estar assim: muito bem acompanhada por outros seres (migos, migas) que não me chamam de namorada. 

Snap: GabsVerissimo | Instagram: @GabsVerissimo

Pra quem assistiu meu vídeo “Zica da Vida“, viu que há um tempinho atrás eu passei por uma maré – e que maré – de azar. Com tudo que eu queria ou pretendia fazer, dando errado. E quem nunca passou por isso, né? A vida é feita de fases e isso é igual pra todo mundo. O que muda, é a forma de você lidar com isso.

Confesso que de início, não lidei da melhor forma que poderia. Rolou sim aquele estresse, uma pitada (grande) de inconformação e mais um monte de bobagem.

Ok, estava tudo dando errado, mas…o que eu poderia fazer? Ficar mau humorada ou tentar de novo? Ficar com raiva da vida ou procurar outras coisas para fazer e tentar? Meu computador (que estava no moço q arruma), por exemplo, não ia chegar mais rápido se eu xingasse o mundo todo. Então depois de entender, que não adianta lutar contra o que você não pode, você deve levar isso da melhor maneira que você puder. Isso é sua vida, são seus dias e você quem decide como vai ser.

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Então, comecei a ver o que poderia fazer de diferente. Comecei a olhar a situação de um outro ângulo, contando até dez e respirando fundo. Afinal, é muito fácil aceitar o que vier, sentar e reclamar. Quero ver é sair da zona de conforto, combater o próprio humor e a forma de ver as coisas que você não pode controlar.

Então realmente, você não pode controlar as coisas que acontecem com você. Mas pode controlar o que você vai fazer com isso. Então dane-se. Mesmo quando tudo dá errado, quem está no controle é você.

Pois é, minha filha. Tem gente que é assim. Você dá a ela o poder de escolha. Ela pode fazer parte da sua vida, e se divertir a beça com conversas a toa por aí. Eaí, ela toma a decisão que vai te destruir, e te deixar em pedaços por um tempo. Virar um estranho. Um estranho que você conhece muito bem.

Mal sabe você, que a decisão alheia (a que te deixou em pedaços), foi a melhor coisa que poderia te acontecer. Vou ter que te chamar de minha filha de novo: a culpa no final das contas, é sua. Toda infelicidade que você pode viver ou ter vivido, foi você quem permitiu. Se você deu a dependência da sua felicidade pra alguém. Então agora aguenta!

Pode ser a coisa mais importante pra você. Pode ser seu coração, sua felicidade e até mesmo sua vida toda. Se você dá isso nas mãos de alguém…bom, a partir daí ela faz o que ela quiser. E pode não ser o melhor pra você.

O que eu quero dizer, é que sua felicidade tem que depender unica e exclusivamente de você. Não adianta você esperar do outro, o que você não tem. Somos completos, e que metade da laranja que nada!

Tem gente que vai pedir seu coração com jeitinho, só pra poder massacrar ele. O famoso “filho da putanão vem com uma plaquinha avisando quem é. Ele vem de mansinho, vestido de galã e não tá nem aí se você é maravilhosa. Porque não importa o quão você seja, ele só quer bagunçar. Algumas pessoas só vieram para a terra com a missão de atrasar/bagunçar sua vida hahaha. Mas no final das contas, você já sabe: blábláblá, aprendizado…Mas é verdade.

O que não vale, é cometer os mesmos erros de jeitos diferentes. A culpa não é do dia ruim, do cara idiota e muito menos das estrelas. É sua. Você é responsável por tudo o que acontece com você.

 

Ela nunca quis fechar as portas do coração de vez. O máximo que já fez foi deixar encostada. Dali a pouco, abria uma frestinha. E depois, estava de coração aberto novamente. Sem nem sequer lembrar do porquê quis fechar anteriormente.

Agora parece que as coisas estão sendo diferentes para ela. Pelo jeito dessa vez ela realmente cansou. De dar a cara a tapa, e deixar o coração mole para deixar um próximo alguém entrar. Quase posso sentir o gosto amargo que sem querer, ela deixou surgir por dentro de si. E parece que essa não é ela… Ela não é assim. Ela gosta de arriscar, de ir fundo só para ver até onde vai – mesmo que saiba que o fim não vai ser com felizes para sempre. Ela gosto da sensação de estar gostando de alguém,  de sentir aquele friozinho na barriga e gosto de começos. E se tiver um fim trágico – como geralmente acontece – tudo bem. Depois de um tempo, ela já nem lembra de como foi e vai estar querendo quebrar a cara de novo.

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Eu gosto daquela menina. Daquela que acredita que é impossível algo que é dito olho a olho seja mentira. Aquela inocência que acha que “alguém jamais faria esse tipo de coisa sem motivo.” Mas, ela parece que realmente cansou. E teve que mudar. Não é algo que ela faça por que quer. É como um rio te empurrando para uma direção que você TEM que ir. E parece não ter saída dessa vez. Porque o estrago foi grande. Ah foi… E não é mais como poder esquecer rápido. – Porque ela sabe agarrar com força o que quer. Lutar com garras e dentes. Mas ela também está disposta a esquecer o que fez mal, o que não valeu a pena. – Não é mais uma aventura. É dor de cabeça, é problema, é tempo perdido. É coração.

Pensa em um “cara idiota”: o coração. Você tem o príncipe encantado aos seus pés. Mas o filho da puta do coração, quer aquele otário que vai com certeza te fazer mal. Mas você aposta que pode ser diferente com você.  

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A questão é que ela cansou. Não é aquele lance de “prefiro estar sozinha do que…”. Não. Ela QUER estar sozinha. Tipo férias pro coração, sabe? 

Me deixa aqui, quietinha. Olha só…Esse era o seu meu medo: estar de portas fechadas, quando o amor batesse. De perder uma chance com alguém legal, por estar em um momento ruim. Pois agora ela diz e repete: Essa é a intenção! Não somente fechou a porta. Lacrou. E por mais que ela se sinta empurrada para ser alguém que não é e a fazer algo que não quer, parece que este é o melhor caminho para ela.

Ela tá indo embora. A mala já está feita, e ela não tem passaporte de volta. Parece que arrancaram isso também.